
Em uma entrevista concedida ao Guia Santa Clara, nosso Diretor Presidente, o publicitário, empresário e professor (não necessariamente nesta ordem) Fernando Manhães, fala sobre os 22 anos da Prisma Propaganda, contando detalhes de sua decisão de abrir um agência, isto com seu amigo Júlio Martins, hoje conhecido professor da UFES, principais fatos da trajetória da empresa e sua visão sobre o mercado da comunicação atual.
Abaixo transcrevo uma parte da entrevista.
Pensou em fechar a empresa?
Claro! Eu fiquei uns três meses sem tirar um centavo da empresa, sem dinheiro nenhum, quem não pensaria em fechar? Daí, nesse meio tempo, um carioca me chamou pra trabalhar em uma agência no Rio. Eu fui lá, vi a agência, ouvi a proposta dele e tudo. Era um bom dinheiro, ele me ofereceu mil e tantos dinheiros daquela época, nem lembro que moeda era mais, mas era um bom dinheiro. Eu pensei bem e cheguei a conclusão que tinha duas opções, seguir a minha vida ou seguir o meu sonho. Apesar de toda a dificuldade que eu passava no momento, resolvi seguir o meu sonho. Agradeci o convite, voltei para o Espírito Santo e continuei a tocar a agência.
88 foi difícil, duro, complicado, mas nós vencemos. Depois, 89 melhor, 90 melhor ainda. E foi assim, devagarzinho a Prisma foi crescendo, ganhando espaço. Tivemos altos e baixos, mas tínhamos estrutura e conseguimos absorver sem muitas dificuldades.
Houve um momento do tipo, aquele foi o grande salto?
Sim. Foi em 95, quando eu tomei uma decisão estratégica. Contratei um consultor e disse a ele: no ano 2000 eu quero estar totalmente diferente do como eu estou hoje. Eu quero fazer uma revolução na empresa, mudar tudo.
Daí ele fez o trabalho dele e implantamos novo sistema hierárquico, um novo planejamento, eu me dediquei ainda mais ao meu negócio e aPrisma seguiu inovando. Fomos a primeira agência do Espírito Santo a se informatizar, fomos a primeira agência a apresentar aos nossos clientes um layout colorido.
Demos inicio à construção deste prédio onde estamos agora. Ah, e esse prédio tem um detalhe. Como membro da diretoria do Sindicato, sempre visitei muitas agências pelo Brasil a fora e até no exterior, então, cada pedacinho deste prédio tem um porque, um motivo. Tudo, absolutamente tudo aqui é planejado.
Em 2001, houve a criação do Grupo Prix, até para absorver os demais sócios, de outras agências e empresas incorporadas ao grupo. Com a Holding, a Prix, eu deixei o comando da agência e passei a ficar no comando da holding e meu principal papel é atrair novos negócios, fomentar as empresas, enfim, tenho uma função mais de executivo.
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